Por exemplo: Marvel, DC, Liga da Justiça, ...

O Crescimento do Mercado Brasileiro de Games | BGS 2018

A Evolução e o Crescimento do Mercado de Games em Terras Tupiniquins...

E chegamos ao fim da 11º edição da maior feira de games da América Latina — a BGS — E esse redator aqui que vos fala esteve presente como imprensa, mas diferente de muitos portais, não entrevistei celebridades ou pessoas da industria dos games. Foi como um aprendizado para o que virá no futuro. Tentando descobrir qual o espaço que devo alcançar nessa área estando aqui no Máquina Nerd. Caso você tenha alguma sugestão, deixe nos comentários. 

Mas o que dizer dessa edição do evento. Me surpreendi em alguns aspectos por encontrar jogos que não estava esperando, mas ao jogá-los tenho algumas ressalvas a se fazer — Não criticando o mesmo, mas sim como foi disposto — Apesar disso tudo, temos sim um bom evento dessa categoria no Brasil e é algo que os organizadores sempre se preocuparam; Criar laço com a imprensa e buscar por meio deles a melhoria a cara nova edição. Uma coletiva de imprensa com o responsável pelo evento Marcelo Tavares foi feita no último dia o que é plausível, uma vez que somos nós os “jornalistas” que representamos o público, devemos perguntar, questionar e conversar sobre todos esses pormenores. Criticas, sugestões e até melhorias.

Marcelo Tavares, criador da BGS e Empreendedor Brasileiro.

Para começar é um evento voltado para o segmento de jogos eletrônicos. Jogar é imprescindível, pois estamos diante de títulos que podem ser possíveis compras, então quando temos um jogo disponível é a chance de testarmos o mesmo. Ainda mais quando se trata da versão demo desses jogos que estão dispostas para nós antes de seu lançamento. Quem curte de fato essa mídia, sabe que tudo é importante. Não somente o gameplay ou a diversão, mas também a trilha e os efeitos sonoros, que em minha opinião é o que foi prejudicado.

Na coletiva de imprensa que citei logo acima ouve esse questionamento, pois a localização das estandes não favorecia quem quisesse sentir a sonoridade dos jogos e mesmo que era disponibilizado Headphone, ainda assim não era audível o suficiente. Não é um problema generalizado, pois ainda assim cada local possui a sua própria acústica e você entra em cada “mundo” e esquece os estandes que estão do lado de fora, mas o problema está naquele ambiente próprio, por exemplo, a Microsoft tinha disponível seus jogos para teste, mas também fazia apresentações constantes de Just Dance — Por ser algo envolvendo música o volume era alto o suficiente e os fones não eram bons para abafar o som.

Talvez seja algo a ser levado para as próprias empresas, para que nos próximos eventos, tenha uma qualidade melhor em seus equipamentos ou tentar mudar a disposição do cenário, para tentar diminuir o próprio ruido.

Uma ótima estande da Microsoft e seus Shows, mas tem que ver coisas…

Obviamente quando pensamos em um evento dessa magnitude, a E3 é a primeira que vem a cabeça. Com total certeza foi parâmetro usado para a criação da BGS — De acordo com o Marcelo — Para mim, se não fosse pelo país que moramos, esse evento deveria ter crescido logo em seus primeiros anos. Demorou muito para que as empresas gringas notassem o valor de mercado que possuímos. É um crescimento, com total certeza, mas ainda há muito o que alcançar. Isso não somente para a Brasil Game Show, como para qualquer outro evento brasileiro; CCXP e afins. 

Todo o carisma e “deboismo” do produtor musical Shota Nakama, levando numa boa o humor tipico brasileiro.

O fato de ter trazido Cory Balrog (God of War), Yoshiaki Hirabayashi (Resident Evil) e Michiteru Okab (Devil May Cry 5) e ainda Shota Nakama (Kingdom Hearts e Final Fantasy) é uma vitória. Ainda mais por conta de 2017 com a aparição de Hideo Kojima, que ajudou a difundir que o Brasil tem um bom mercado e que esses desenvolvedores podem vir para cá falar sobre seu trabalho.

Algo que intensifica o nosso país como possível mercado de games é o crescimento dos desenvolvedores. E mesmo que para Indie Games é um começo, pois é a partir disso que há crescimento da empresa ou até mesmo pessoal, pois quantos brasileiros vemos tralhando em grandes corporações como CD Projekt Red ou Riot Games— Em exemplo corporativo, temos a Behold Studios (Chroma Squad) tendo o seu sucesso internacional. 

Outra abordagem vinda na coletiva foi a participação de maiores campeonatos de eSports. Sabemos que a BGC (Brasil Game Cup) nasceu no próprio evento e hoje é um campeonato nacional bem conhecido. Tivemos as finais de CS:GO (masculino e feminino) e sempre há entusiastas dessa modalidade nesses eventos. Mas a ideia é ter a possibilidade de chamar muitos outros nomes do Cyber-Atletismo. Precisa agilizar. Na realidade da pra fazer até coisas amadoras e divertidas. Alguns indies interessantes dando para botar o pessoal pra se inscrever e jogar Gang Beats por exemplo. Somente para aflorar a competitividade.

As finais dos maiores campeonatos na BGS…

Outra coisa questionada era trazer a EVO (Evolution Championship Series) o a maior evento de eSports na categoria jogos de luta.

Outro ponto abordado foi a participação VIP dos cosplayers. No total esse ano foi disponibilizado mil credenciais para os amantes da arte do cosplay. Um número bem razoável, mas o problema esteve na entrega desses que aparentemente era via correio — Houve problemas de pessoas que tiveram acesso em cima da hora e até aqueles que não receberam. Um tanto curioso, não sei quem cuida dessa parte mas para a imprensa o acesso é online em que baixamos nossas credenciais e imprimimos para que no dia a colocarmos na plastificação cedida pela organização do evento. Talvez os VIPs dos cosplayers pudessem ser do mesmo jeito, pois é um grande facilitador.

Participo de um grupo fechado para cosplayers: O Cospositivismo e por lá tivemos muitos desses casos.

Em suma o evento comporta muito bem o tanto de pessoas que é previsto para todos os dias. Lotação ocorre em todos os lugares, problemas de corredor e tudo o mais. Não consegue passar, espere e seja educado você poderá andar quando tiver espaço. Caso não goste de muvuca, acho que eventos não é o lugar para você, eu não gosto, mas como é um ambiente que me agrada consigo relevar e curtir.

Agora é descansar depois de cinco dias de evento. Esperar pelo próximo ano e ver o que será apresentado para nós. Quem virá no ano seguinte e que jogos teremos disponíveis para testarmos. Então é isso queridos Maquinários, nos vemos em 2019…

Nota | 3,8/5

Nota final para o Evento…


Para quem quiser, está disponível os meus Daily Blogs lá no @nerdellipsis meu blog pessoal, segue o link:

Brasil Game Show 2018 | Artigo Autoral — 2º Dia | A arte dos Cosplays, “Olha, achei o Wally” e Devaneios à parte.
Brasil Game Show 2018 | Artigo Autoral — 1º Dia | Jogos esperados, muita caminhada e decepções.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Brasil Game Show 2018 | Artigo Autoral — 3º Dia | Amigos, Imprensa e as Crises de Ansiedade.
Brasil Game Show 2018 | Artigo Autoral — 4º Dia | “Ir ou não ir; Eis a questão”.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Brasil Game Show 2018 | Artigo Autoral — 5º Dia | Reminiscências; Um Longo Aprendizado e Seu Amigo Derrotado

Acessem também as análises dos jogos que tive a oportunidade de jogar, seguem os links:


Brasil Game Show 2018