Por exemplo: Marvel, DC, Liga da Justiça, ...

Crítica de Mulher-Maravilha

Em dezembro de 2013, a atriz Gal Gadot era anunciada para viver o papel feminino mais importante da historia dos quadrinhos, a Mulher-Maravilha, a partir daquele momento, “especialistas de cast” começaram a criticar o anuncio, o público criticou seu físico, seu padrão de beleza e poucos de fato prestaram atenção em seu potencial de atuação (estranho né?). Enfim, não preciso me estender para explicar que todos estavam ERRADOS. As criticas caíram no momento que Batman v Superman estreou nos cinemas, apesar de críticas dividas na época do lançamento, a unanimidade era como Gadot estava bem no papel da heroína. O filme solo da personagem é um (marco histórico para o cinema), Gal Gadot se junta ao panteão de estrelas femininas marcantes da cultura pop com grande estilo.

Mulher-Maravilha acaba sendo um flashback da primeira aventura de Diana no mundo dos homens, Bruce Wayne encontra a placa original da fotografia já conhecida em Batman vs Superman, Diana mergulha em uma nostalgia e enfim conhecemos a origem da heroína.

Descobrimos junto com a pequena Diana, o motivo das Amazonas existirem e o seu cruel vinculo com Ares, Deus da Guerra, um dos filhos de Zeus que se voltou contra seu pai e o restante dos Deuses. Como último suspiro Zeus criou a ilha de Themyscira para proteger as guerreiras dos humanos e Ares.

Diana cresce ouvindo as historias de suas origens e logo se sente com ânsia de ser uma guerreira e proteger a ilha ao lado de sua mãe Hipólita (Connie Nielsen) e sua tia Antíope (Robin Wright). Hipólita é contra seus treinamentos, porém Antíope acredita que é o único meio para proteger a jovem princesa.

A direção de Patty Jenkins cria uma excelente narrativa de jornada de herói. A figura de um intruso revela a guerra que o restante do mundo passa, Steve Trevor (Chris Pine) trás uma ameaça até então desconhecida, Diana se depara pela primeira vez com a morte e as primeiras consequências da guerra, Steve fornece uma base de informações sobre a terrível grande guerra, despertando então um desejo de Diana em salvar o mundo, acreditando que Ares está influenciando os humanos para uma completa destruição.

O filme brilha em colocar a química de Gal Gadot e Chris Pine​​, juntos nessa jornada, a protagonista começa a compreender as novas configurações sociais e políticas do início do século passado. Steve Trevor encarna o contraponto cômico à Diana, como se o homem forçasse a protagonista a entrar nos arranjos sociais daquele tempo. Um interessante cenário social para um filme de super-herói. A leveza que tanto pediam aos filmes da DC, estão presentes em situações que são construídas para tirar humor da incompatibilidade do pensamento de Diana com o da época que passa a ser obrigada a viver.​

​Diana finalmente conhece a guerra dos homens, muito mais complexa do que algo induzido por um deus grego. ​A personagem compreende que, diferentemente de seu mundo, a paz não é al​​go tão maniqueísta, não sendo apenas um visível conflito entre o bem e o mal, mas sim um combate acinzentado constante no interior de cada homem. Essa dubiedade é sentida por Diana, pelo fato de estar vivenciando um mundo tão diferente do seu. É essa ​dúvida acinzentada que povoa os longas da DC desde O Homem de Aço​ criado por Zack Snyder, e Mulher-Maravilha explica-o de forma bastante didática.

De fato o mais interessante em Mulher Maravilha são os temas que o filme toca, muito dessa complexidade da violência humana, mas também da condição de uma mulher como o grande super-herói de um filme solo. Diana é a verdadeira protagonista da narrativa, com tudo girando em torno de sua figura quanto mulher fadada a salvar um mundo dominado por homens. Assim como a própria diretora, Patty Jenkins inserida num gênero comandado por diretores, assim também como Gal Gadot protagonista de um universo totalmente masculinizado.​​​​

O terceiro ato do filme está lá para cumprir o seu papel de blockbuster, os vilões do filme acabam sendo o ponto negativo do filme, porém não estraga toda a experiencia do filme, afinal Mulher-Maravilha uma visão esperançosa e otimista (Prometida por Geoff Johns) do universo cinematográfico da DC Comics a partir de agora.