Por exemplo: Marvel, DC, Liga da Justiça, ...

O melhor e o pior do retorno das séries da DC na CW

As séries da DC na CW já voltaram do hiato, algumas há semanas atrás, e já pudemos conferir os episódio que devem fazer suas estreias nas telinhas brasileira no decorrer das próximas semanas pelo canal Warner Channel. Ou seja é o momento ideal para falarmos sobre o que vimos.
A poeira da hype e dos haters já baixou e nós já acalmamos os nossos ânimos, então vamos começar a comentar e reclamar com base no que foi visto e ouvido. E aqui separamos uma lista com o que consideramos o melhor e o pior do retorno das séries do Universo de Arrow e Flash. Confira abaixo cinco pontos positivos e cinco negativos dos primeiros episódios das respectivas temporadas estreantes.

O Melhor

  • 5 – O fim de Olicity (Arrow – 5ª Temporada)

Durante muito tempo Arrow foi uma das melhores séries de super herói da atualidade, aclamada pelos nerds, cultuada pelos fãs e, é claro, odiada pelos haters (malditos haters!). Mas então a série decidiu se aventurar por águas desconhecidas e o que antes era consenso se tornou dúvida e o público ficou dividido, até o momento em que quase todos os espectadores fizeram uma uníssona crítica à série, e Arrow decaiu em crítica e audiência. Não podemos culpar os produtores por quererem experimentar, certo? Mas pelo amor de Deus façam isso direito e com bom roteiro.
Uma das principais e mais duras críticas recaíam constantemente sobre a personagem de Emiliy Bett Rickards, Felicity, e seu relacionamento com Oliver Queen, a.k.a Arqueiro Verde (Stephen Ameel), o famigerado Olicity. A loira passou de carismática e queridinha dos fãs a uma das mais odiadas pelos nerds de plantão. Mas graças a queda de audiência a todo o choro disseminado pela internet os produtores decidiram por bem encerrar o relacionamento entre a hacker e o mais novo prefeito de Star City, que convenhamos já durou mais do que deveria mesmo, dando a moça um novo par romântico. Agora só falta a Laurel retornar como Canário Negro e Oliver assumir sua verdadeira personalidade, deixando de se o Batman Verde.

  • 4- Não me chame de Kid Flash (The Flash – 3ª Temporada)


The Flash começou como a queridinha do público, mais leve e divertida que Arrow, a série prometia e logo caiu nas graças do público. Principalmente por trazer Barry Allen (Grant Gustin) como protagonista, um herói alegre e despretensioso, tudo que Oliver Queen nunca foi. Entretando com o passar do tempo a série se perdeu um pouco, depois se achou e, como não poderia deixar de ser na CW, acabou caindo nos clichês dramalhões de Malhação. Por fim a segunda temporada terminou prometendo a adaptação de Flashpoint para o terceiro ano da série e criando uma hype gigantesca, tudo para poder decepcionar a todos nós na estreia – parece até Esquadrão Suicída.
Uma das mais agradáveis surpresas do pseudo-Flashpoint, entretanto, foi podermos ver pela primeira vez Wally West (Keiynan Lonsdale) como Kid Flash, com uniforme e tudo. O episódio pode não ter sido tudo que esperávamos, mas com certeza ver Barry e Wally correndo por aí lado a lado e detendo o Rival foi divertido e um dos pontos alto da estreia do novo ano da série. É claro que Wally não gostou de ser chamado de Kid Flash, afinal é como se todo mundo o estivesse chamando de criança, mas valeu a referência CW. Pena que quando Barry reseta o tempo novamente esse traço é apagado da história, só que eu duvido que isso permanecerá assim por muito mais tempo.

  • 3- Queimem a Bruxa! (Legends of Tomorrow – 2ª Temporada)


Legends of Tomorrow pode não ser nenhuma lenda quando o assunto é séries de televisão, mas seus personagens carismáticos e bem trabalhados garantiram uma primeira temporada concisa e boa, que eu gostei de assistir, apesar de achar que enrolou um pouco com seus vários filers. E uma dessas personagens que agradou foi sem dúvida Sara Lance, a Canário Branco (Caity Lotz). E a ex-Liga dos Assassinos não decepcionou no novo ano.
Um dos traços mais bem trabalhados da atriz desde Arrow foi, sem dúvidas, sua bissexualidade. E a sexualidade de Sara rendeu ótimos momentos na estreia do segundo ano e grandes falas como “Ela me seduziu primeiro.” E a cena onde ele está pra ser enforcada por “seduzir” as mulheres da vila e sai chutando a bunda de todo mundo, até do pobre Dr. Nate Heywood que só queria ajudar, é hilária. Parabéns Cait Lotz você foi uma das melhores na estreia do segundo ano de Legends of Tomorrow.

  • 2- Thea Queen roubou a cena (Arrow – 5ª Temporada)

Assim como Sara Lance brilhou em Legends of Tomorrow, Thea Queen (Willa Holland) roubou a cena no retorno de Arrow. O bom trabalho de Willa aliado ao competente roteiro nos brindaram com uma Thea Queen digna de seu nome. O episódio mostrou a evolução da personagem, o quanto ela pode ser forte e multi-tarefa, ao mesmo tempo em que está determinada a não usar mais o manto de Speedy para tanto. The ainda foi a bússola moral de Oliver quando este decidiu que poderia voltar a matar os bandidos que enfrentava simplesmente por estar triste pela morte da Canário Negro.
Seu papel como assessora do prefeito Oliver provou que ela não está ali apenas como acessório, ou como mais uma sidekick para o Arqueiro, e também nos brindou com uma belíssima cena dela ao lado de Quentin Lance no segundo episódio, onde ela incentivo Lance a optar pela vida ao invés do luto.

  • 1- Superman (Supergirl – 2ª Temporada)


Supergirl estrou na CBS e se mudou para a CW, mesmo lar de Arrow e Flash, na segunda temporada. E durante o hiato e a produção da segunda temporada mudanças foram anunciada e presenças ilustres confirmadas, como é o caso do super primo da garota de aço. O herói já havia sido referenciado na primeira temporada, mas só o havíamos visto como um borrão ou um nome que enviava mensagens para Kara. Mas então veio o anúncio de que Tyler Hoechlin seria o Superman da série e, quando as primeira imagens foram sendo divulgadas, a internet veio abaixo e todos decidiram criticar o escoteiro.
E todo mundo queimou a língua quando a segunda temporada estreou na segunda-feira, dia 10 de Outubro. O Superman de Hoechlin é tudo o que todos queriam ver num adaptação do Super Homem, gentil, alegre, otimista, divertido, enfim tudo o que as pessoas adoram dizer que o Homem de Aço de Cavill e Snyder não é. Até o Clark Kent visto na telinha era destrambelhado e cavalheiro como deve ser, o verdadeiro escoteiro da DC. Espero que todos os haters de plantão tenham aprendido a lição dessa vez.

O  Pior

  • 5- Novos velhos hábitos (Arrow – 5ª Temporada)

Os produtores prometeram que durante o quinto ano Arrow iria retornar as raízes, muito devido às críticas dos fãs de a série ter se perdido durante a terceira e a quarta temporadas, onde o roteiro abordou questões mais mística e sobrenaturais. O que não esperávamos era que eles iriam voltar tanto assim.
Alguns elementos foram legais, como o fato de abordar uma temática mais urbana com vilões m ais realistas, ao invés vilões mísitcos e imortas ou que comandam uma liga secreta e voltam dos mortos com um poço sinistro. Porém o ponto baixo foi o fato de Oliver jogar tudo que foi construído durante as temporadas anteriores e simplesmente decidir voltar a matar os bandidos que encontra pela frente por estar de luto pela morte de Laurel. Pode ter sido uma escolha da história para mostrar as cicatrizes que a perda da Canário Negro deixou no herói, mas esse elemento poderia ser muito melhor trabalhado de outras formas sem fazer o Arqueiro Verde, que está consagrando seu caminho como herói, voltar a se tornar um assassino.

  • 4- Pra que a pressa? (Legends of Tomorrow – 2ª Temporada)


“Out of Time” nos apresentou uma história divertida e leve das Lendas, recapitulando o que aconteceu no final da primeira temporada e enganchando com os eventos que desencadearam a segunda, abrindo o caminho para o que está por vir na série. Não foi nada extraordinário e a fórmula usada não foi nenhuma novidade brilhante, mas foi competente no que se propôs.
O único problema é que o ritmo da história pareceu muito acelerado, principalmente na segunda parte do episódio, onde os heróis se perdem no tempo. A estratégia de Rip Hunter (Arthur Darvill) para salvar sua equipe, espalhando-os através do tempo, e a operação de resgate liderada por Mick Rory/Onda Térmica (Dominic Purcell), Nate Heywood e Oliver Queen para salvar as Lendas foram desenroladas de forma corrida na tela e poderiam ter sido melhor trabalhadas, mesmo sem despender muito mais tempo de tela, visto que isso pode ser um problema. Nada que diminuísse o bom trabalho da obra como um todo, mas foi um dos pontos baixo do episódio.

  • 3- Santa conveniência, Batman! (Supergirl – 2ª Temporada)


Não é nenhuma novidade que quando o assunto é super-heroísmo os protagonistas contam com uma ajudinha de especialistas das mais diversas áreas que criam os mais diversos aparatos para enfrentar os vilões. Isso se chama conveniência, e é uma estratégia de roteiro mais comumente usada por gerações. Preguiça? Falta de criatividade? Exagero? Chame como quiser isso sempre existiu e sempre vai existir. Então não poderia ser diferente para os heróis da CW.
Mas algo que de fato me deixou incomodado foi o aparelho criado por Winn (Jeremy Jordan) para Superman e Supergirl no intuito de que os heróis possam deter Metallo. Isso se passa no segundo episódio da nova temoporada, “The Last Children of Krypton”. Metallo é criado pelo CADMUS, uma organização de cientista que enxerga os alienígenas presentas na Terra como uma ameaça, com a intenção de derrotar o kryptonianos. Quando os heróis não veem mais esperança eis que surge Winn com sua inteligência fora do normal e decide criar um traje que irá ajudar os mocinhos a vencer a batalha contra o mal. O que não esperávamos era que o traje fosse apenas um protetor no formato do símbolo que eles carregam e de protegesse apenas uma parte do peito deles. Sério, aquilo não é nem um traje propriamente dito, mas graças a conveniência é o suficiente para parar a radiação de kryptonita e deter seus efeito nocivos. Isso porque os vilões são tão esperto que miram exatamente e apenas no “protetor” criado por Winn. Sem falar que a engenhoca não dura nem até o final do episódio.

  • 2- Quem tem medo desse vilão? (Todas as séries)


Outra coisa que vem me incomodando nas séries da DC são os vilões meia boca. Fora o fato de todos se originarem da mesma forma, o que eu atribuo a preguiça dos roteirista ou a falta de coragem dos produtores, eles não apresentam nenhuma ameaça real aos heróis de suas respectivas séries. Eobard Thawne passou quase todo o primeiro episódio preso em uma cela qualquer, Metallo não pareceu ser metade da ameaça que representa nos quadrinhos, até mesmo Damien Darhk foi facilmente derrota em Legends of Tomorrow. Talvez a única exceção seja Tobias Church (Chad L. Coleman) em Arrow, pelo fato de se um vilão mais crível, porém mesmo assim, pelo já vi até agora, ele não me pareceu lá grandes coisas.
Só resta aguardar e ver se novas ameaças irão surgir e dar um pouco mais de trabalho aos nossos heróis.

  • 1- Flashpoint? (The Flash – 2ª Temporada)

cw-flashpoint-e1469350691184
Resumirei meus comentários nesse item, pois eles são grandes e numerosos. Flash encerou a segunda temporada com Barry impedindo o assassinato de sua mão pelas mãos de seu arqui-inimigo Flash Reverso e criando uma linha do tempo alternativa. A hype foi gigante, uma vez que os produtores e material promocional da terceira temporada prometiam uma adaptação da icônica saga dos quadrinhos Ponto de Ignição, Flashpoint no original.
Porém não foi bem isso que vimos, com a desculpa de que queriam fazer algo mais pessoal para Barry e restrições de personagens, a série da CW nos mostrou algo totalmente diferente do que esperávamos e o resultado não foi nada satisfatório. Não precisava mostrar a Guerra dos Atlantes contra as Amazonas, mas pelo menos aproveitassem o universo já estabelecido (e não só mudassem o gênero do filho de Diggle), e nos apresentassem mudanças reais e significativas não só versões um pouco diferente dos personagens que conhecemos. Sem falar que Barry não passa muito tempo em tela com sua família, então qual o propósito? Além do mais a nova linha do tempo não trouxe ameaças reais, além do fato das pessoas se esquecerem que elas eram, e no fim parece apenas que Barry quer voltar tudo “ao normal” por egoísmo, pense bem ele pede ao seu maior inimigo que mate a sua mãe porque não quer se esquecer do que ele viveu em uma vida alternativa, e pelo fato do Rival (que morre com um tirro, falem do Mercúrio da Marvel agora fanboys da DC) matar Wally com um vergalhão.

E aí o que achou da lista? Concorda ou discordo dos pontos apresentados? Tem outras críticas a fazer? Não deixem de comentar.

Todos as série são exibidas originalmente pela CW e no Brasil pelo Warner Channel no seguintes dias: Supergirl vai ao ar as Segundas-feira tanto originalmente quanto no Brasil; The Flash às terças pela CW e por aqui às Quintas; Arrow é exibido nos EUA e no Brasil às quartas; e Legends of Tomorrow vai ao ar às quintas tanto na CW quanto no canal Warner.