Por exemplo: Marvel, DC, Liga da Justiça, ...

Crítica | X-Men: Apocalipse

Xmen_apocalypse_ver18X-Men: Apocalipse (X-Men: Apocalypse)

Lançamento: 19 de maio de 2016 (2h 24min)
Dirigido por: Bryan Singer
Elenco: James McAvoy, Michael Fassbender, Jennifer Lawrence, Oscar Isaac, Rose Byrne, Nicholas Hoult, Alexandra Shipp, Lucas Till, Sophie Turner, Josh Helman, Tye Sheridan, Lana Condor e Evan Peters
Gênero: Ação, Aventura, Fantasia
Sinopse: Professor Xavier, finalmente, abre a Escola Xavier para Jovens Superdotados, sendo auxiliado pelo Fera. Mística viaja pelo mundo ajudando outros mutantes em apuros. Magneto está escondido e tentando viver uma vida tranquila. Enquanto cada um está tentando viver sua vida após os eventos ocorridos dez anos antes, mostrados em X-Men: Dias de um Futuro Esquecido, um dos primeiros mutantes ressurge no Egito e quer retomar o poder que possuía na época, para isso ele precisa dizimar os fracos, sejam humanos ou mutantes.

X-Men: Apocalipse tem uma história que altera sensivelmente o mundo até agora criado pelos últimos filmes. Ela foi criada pelo próprio Bryan Singer e outros roteiristas que já tinham trabalhado anteriormente em outros longas da franquia, como Michael Dougherty, Dan Harris e Simon Kinberg. Esse último também foi responsável por fazer o roteiro dessa produção.

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A apresentação de novas personagens e alteração brusca da trajetória de outras faz com que o texto escrito por Bryan, Michael, Dan e Simon abre novas possibilidades para obras futuras da franquia. Ele também amarra pontas soltas surgidas nos trabalhos anteriores, como a relação entre Xavier e Moira.

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Bryan Singer dirigiu os dois primeiros filmes, X-Men: O Filme (2000) e X-Men 2 (2003) e o controverso X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido (2014), o filme levou duras críticas em seu arco final, levando mais uma vez o confuso entendimento de como está a linha temporada, porém em X-Men: Apocalipse, o diretor conseguiu fazer uma direção firme. Isto resultou em uma obra consistente cujo peso dá profundidade as questões levantadas pelas histórias e servem maravilhosamente como gatilhos para as ações ocorridas.

Já no trabalho com os atores, Bryan teve um trabalho irregular. Infelizmente, Oscar Isaac não consegue dar o peso a uma personagem como Apocalipse. James McAvoy e Michael Fassbender estão confortáveis em seus papéis, respectivamente, Professor Xavier e Magneto. Parecem até confortáveis demais, mas, ainda assim, fazem excelentes atuações. Jennifer Lawrence também está bem, até por estar repetindo o papel da heroína que se recusa a aceitar o título. Os outros atores e atrizes estão em harmonia com as suas personagens e realizam o necessário conforme seus papéis exigem.

O que faz com que o expectador mantenha a tensão constante ao assistir ao filme é a fotografia de Newton Thomas Sigel. Newton trabalhou no último filme da franquia e sabe exatamente o que precisa fazer. Além de tomadas que parecem tiradas diretamente de uma história em quadrinhos, ele também conseguem manter o filme em movimento. Além de saber dar o tom certo nas cenas-chave do filme, como nas de luta na qual são mais puxada para as cores frias.

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A edição já tem umas pequenas falhas por, às vezes, cortarem tomadas um pouco antes do necessário. Realizada por Michael Louis Hill e John Ottman, também integrantes da equipe do do X-Men: Dias de um Futuro Esquecido, os dois parecem ter combinado encurtar alguns momentos do filme para dar maior sensação de rapidez. Só que o tempo está tão no limite que algumas vezes quase não se consegue entender a cena tão a velocidade exibida.O que não passará despercebido pelo público são os excelentes efeitos especiais produzidos para o filme. Cenas como a do Cairo, Nova York, Sidney e de um oceano são tão ricamente detalhadas e realizadas que chega a ser chocante.

Sem contar uma cena que se passa na escolha do Professor Xavier e com o Mercúrio. Ainda impressionado com a cena na qual ele aparece no filme anterior? Eles conseguiram supera-la.