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Crítica de Star Trek: Sem Fronteiras

A nova aposta da Paramount Pictures na famosa franquia conhecidíssima, Star Trek, tem dado certo. A nova saga tem agradado não só fãs da franquia clássica mas também tem agradado um novo público que não conhecia a série, e isso é muito bom. Star Trek: Sem Fronteiras é o terceiro filme com esse elenco mais novo e sem dúvida nenhuma irá tirar seu fôlego. Diferente do segundo filme, Star Trek: Além da Escuridão, o novo filme funcionou em vários pontos que o anterior não funcionou.

A direção tem Justin Lin que é conhecido pela franquia (Velozes e Furiosos – dirige desde o 5º filme). Existiu uma desconfiança pelo fato de J.J Abrams não estar na frente do trabalho, porém Justin Lin acertou em cheio e com certeza teve ajuda de J.J Abrams, pois o mesmo está na produção do filme. Trabalhar pela primeira vez com um Blockbuster de sucesso e acertar logo de cara não é para qualquer um. Consigo imaginar que Sem Fronteiras será a mais nova referência dos trabalhos de Lin.

Neste filme teremos bastante referências ao elenco e produção clássica. A câmera valorizando cada ponta, cada parte da Enterprise é algo que sempre existiu na franquia e sempre deu certo. Neste filme Lin fez questão de nos levar junto por um passeio por dentro da nave nas transições de cenas. A Enterprise continua linda, grande e forte, só quem é fã sabe do que estou falando. O filme em 3D dá uma sensação de estarmos dentro da nave,pois a cada batida, virada e colisão, nós conseguimos sentir. Vale muito a pena assistir nesse formato,pois a sensação que qualquer fã gostaria de ter é de poder participar da Frota Estelar, só para poder entrar na Enterprise.

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Chris Pine interpreta o capitão James T. Kirk, e neste novo filme sua atuação está quase impecável, muito melhor do que nos anteriores. Agora ele vem com um dilema trazendo emoções e ao mesmo tempo não se esquecendo de que qualquer problema que ele enfrente ele deve se portar como Capitão. Kirk não sabe se ele quer ser o capitão da Enterprise pro resto de sua vida, se isso é o destino dele ou apenas ele está seguindo os passos do seu pai. A trama do personagem em si é muito boa e nos leva á pensar na nossa vida. Será que fazemos o que gostamos ou gostamos do que fazemos? Ou estamos apenas seguindo os ideais de alguém? Embora faltou um pouco de profundidade em seu arco, isso não afetou ele no enredo geral do filme.

Spock de Zachary Quinto irá te conquistar nesse filme. Diferentemente do primeiro filme, Zachary Quinto se dedicou muito na interpretação de Spock e nos faz relembrar de Leonard Nimoy. Foi interessante também como os produtores tiveram a ideia de fazer uma homenagem para Nimoy no filme com a interação de Spock. Foi como se Spock estivesse se despedindo de seu criador e assumindo uma nova identidade no corpo de outro ator,foi genial. O arco de Spock gira em torno dos seus sentimentos mas calma, ele continua sendo lógico e tendo sempre a razão como sua bússola. Spock está mais ativo dentro da história mais do que nos outros dois filmes anteriores.

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Temos uma nova personagem inserido no contexto, Jaylah, interpretada por Sofia Boutella. A personagem tem um arco curto porém bastante significativo para a história em geral. Também podemos ver sua posterioridade na franquia.

No geral Star Trek: Sem Fronteiras é um ótimo filme e o melhor até agora desta nova franquia. Porém existem dois pontos negativos, o primeiro é a falta de ritmo entre o primeiro e o segundo ato. Logo no inicio o filme começa com um ritmo muito bom. Quando vamos para o segundo ato podemos perceber uma quebra de ritmo que é suprido por cenas desnecessárias entre um diálogo e outro que não acrescenta nada na história e muito menos nos leva á algum lugar.

O segundo ponto negativo que eu percebi foi a falta de mais profundidade na relação entre o capitão Kirk e Spock. Já sabemos que Spock é fiel à Kirk, porém falta mais profundidade, mais intimidade na hora de desenvolver essa relação. Podemos ver neste filme quase todos personagens com seus arcos principais e secundários bem desenvolvidos mas quando chegamos no arco secundário de Kirk e Spock esquecemos que os dois são amigos de longas datas. Em nenhum momento durante o filme você irá conseguir sentir a real amizade entre Kirk e Spock e isso é uma pena. Esperamos que no próximo filme Justin Lin consiga trazer esses arcos mais aprofundados.

Próximo filme? Ah sim, tudo indica isso. Justin Lin não pode deixar mais claro e obvio que ele terá mais chance de mostrar seu trabalho em Star Trek, afinal de contas se ele seguir seus instintos quem sabe não teremos mais 5 filmes pela frente.