Por exemplo: Marvel, DC, Liga da Justiça, ...

Crítica | Pixels – O Filme (DANNIMAD)

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Primeiro, queria dizer que me decepcionei tanto quanto a maioria dos que se entusiasmaram para assistir o filme quando descobri que quem o protagonizaria seria nada mais nada menos do que Adam Sandler. Mesmo querendo, eu sempre tive uma certa dificuldade em “não gostar de pessoas”, dificilmente eu pego antipatia por alguém, e digo pessoas no geral. Para o tanto que o Sandler me entala na garganta, vocês devem imaginar o desgosto que eu tenho pelo ator. E pra piorar, ficariam horrorizados se soubessem que gostei dele nesse filme. Por ser um ator que causa essa sensação repulsiva em uma grande quantidade de pessoas, infelizmente a qualidade do filme foi praticamente julgada por quem o protagonizou, muitos nem levaram em consideração toda magia que é esse filme.

Para quem não se interessa, não gosta ou não conhece, ou pra quem se interessa e gosta mas não conhe… enfim, na década de 80′, lá na época dos nossos pais, ou na maioria de alguns de vocês se popularizou o famoso ARCADE, mais conhecido como Fliperama, aquelas máquinas gigantes que ficavam espalhadas por diversos lugares, entre lojas e bares. As pessoas compravam em fichas e ficavam por horas jogando aqueles jogos em pixels. Os mais famosos na época foram usados como referência no jogo. Pac-Man, Galaga, Centipede, Donkey Kong, entre outros diversos.

Sinopse

Quando seres “alienígenas” interpretam um arquivo de vídeo com imagens de jogos de arcade como uma declaração de guerra contra eles, eles atacam a Terra usando characters desses jogos como inimigos. O presidente Will Cooper (Kevin James) busca ajuda de seu amigo de infância Sam Brenner (Adam Sandler), um campeão de competições de vídeo-games nos anos 80 – e agora um técnico de instalação de aparelhos eletrônicos – para liderar uma equipe de jogadores veteranos (Peter Dinklage e Josh Gad), derrotar os alienígenas e salvar o planeta. Eles ainda vão contar com a ajuda da tenente-coronel Violet Von Patten (Michelle Monaghan), uma especialista em tecnologia que irá fornecer aos arcaders as armas exclusivas para lutar contra os aliens.

Sam Brenner (Sandler) faz o típico estereótipo nerd, quando era jovem foi campeão de jogos de videogames e quando adulto se tornou técnico de instalação de eletrônicos. Eu não quis parecer ofensiva, mas o estereótipo nerd sempre foi mais ou menos isso, quase um sinônimo para pessoas brilhantes, porém fracassadas e com poucos amigos (mas que sabem em média o nome de 350 pokémons – e isso está longe de ser um fracasso – e não isso que a gente vê hoje em dia, ta? gente usando camiseta de heróis e The Big Bang Theory, se popularizando na internet etc, isso não tem nada a ver com nerd). Na verdade, esse filme fez algo muito bacana que foi inverter os valores de um nerd, como transforma-lo em herói e eu achei isso muito bacana. O filme não possui nenhum roteiro esplêndido, mas só a nostalgia que ele dá já é o suficiente.

Referências

Além de mencionar os maiores clássico do Arcade dos anos 80′, o filme também traz diversos nomes como referência.

Os quatro carros Mini Cooper usados na luta contra Pac-Man têm as cores e nomes dos quatro fantasmas do jogo: Blinky (vermelho), Pinky (rosa), Inky (azul) e Clyde (laranja).

Denis Akiyama, que esteve presente na luta contra Pac-Man representa o game designer e professor Toru Iwatani, criador de Pac-Man.

Para cada luta, o perdedor deve ceder ao time adversário um troféu, o pato e o cachorro do famoso “Duck Hunt” é um dos troféus dados pelos alienígenas aos humanos.

Em um dos ataques, quando diversos personagens invadem a terra, é possível ver mais alguns dos clássicos como “Dig Dug”, “Burger Time”, “Tetris”, “Joust”, “Smurf” e até o Mario em sua versão “Jumpman”, de “Donkey Kong”.

Uma característica que passou a ser proposital na saga Star Wars, é que em todo filme alguém irá perder sua mão. Isso passou a ser referência daí para frente, tanto na própria saga quanto em diversos filmes que venham a mencionar Star Wars. Quando Toru Iwatani diz para Pac-Man “I’m your father” (uma das frases mais famosas do cinema dita por Darth Vader a Luke) Pac-Man mastiga sua mão direita.

Na luta de Sam e Ludlow com a “centopeia”, é feita uma referência ao filme “MIB – Homens de Preto”, onde utilizam armas de luz semelhantes as que são utilizadas pelos agentes interpretados por Will Smith e Tomy Lee Jones na maior parte dos filmes.

Logo no começo quando aparece Dan Aykroyd (Os Caça-Fantasmas) apresentando o campeonato, é possível ver logos antigos como Konami e Nintendo.

Em uma das cenas, o garoto Matty aparece jogando “The Last of Us”, um dos maiores títulos da Naughty Dog.

Algo que eu pensei que Adam Sandler nunca fosse ter comigo, é credibilidade, até porque nunca tive interesse de dar esta oportunidade a ele. Mas como me interessei pelo filme antes mesmo de saber da sua participação, isso não me impediu de ir adiante, e até que não me arrependi. Transformar um exército alienígena em personagens de videogame e fazer com que você encare aquilo dentro da sua realidade foi uma ideia sim genial. O filme é visualmente muito bonito e atrativo. E apesar da direção de Chris Columbus (“Harry Potter e a Pedra Filosofal”, “Harry Potter e a Câmara Secreta”, “O Homem Bicentenário”, “Percy Jackson e o Ladrão de Raios”, “Uma Babá Quase Perfeita”) ser bastante variada, achei que ele foi respeitoso com gamers, nerds e alguns fãs. Embora não tenha sido nada muito grandioso, conseguiu proporcionar o suficiente daquilo que ofereceu e pra mim foi satisfatório. E admito que também ajudou muito não ter criado tantas expectativas, acabei que me surpreendendo. Não é perda de tempo para quem gosta.

Dirigido por Chris Columbus.