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CRÍTICA | O Exterminador do Futuro: Gênesis (2015)

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“Terminator: Genisys” conseguiu manter um equilíbrio entre críticas positivas e negativas. Em tempos de pseudo jurados do Academy Awards, qualquer filme não atinge expectativas, é fraco, sem roteiro e com péssimas atuações. Baseado nessas críticas eu fui assistir o filme da mesma forma, porque que independente de comentários cada pessoa tem sua visão pra cinema. E por pior que seja a avaliação de um filme, ela deve conferir por ela mesma e foi o que eu fiz. Os roteiristas pareceram um pouco perdidos na hora de explicar o porquê de muita coisa no início, mas para compreender que não é um roteiro perdido, é preciso que se lembre da primeira aparição do Ciborgão Schwarzenegger abrindo buracos nas paredes só com o olhar. O filme não só referencia o primeiro clássico da série, como possui um crossover aspirante a reboot. As duas versões se encontram em meio a alterações e foi uma jogada inovadora na série.

Skynet está de volta como a Inteligência Artificial que irá liderar uma rebelião contra raça humana, levando-a a extinção . John Connor (Jason Clarke) líder da resistência  envia um de seus melhores soldados Kyle Reese (Jai Courtney) a 1984 para garantir a sobrevivência da mãe, Sarah Connor (Emilia Clarke) quando um exterminador é enviado para matá-la e impedir o nascimento de John. Quando Reese retorna a 1984, percebe que o passado não o esperava como planejado e que seus protegidos na verdade são fortes aliados.


O filme foi readaptado dentro da realidade atual. Se antes Skynet se propagava através de códigos em armas nucleares, agora ele é um sistema operacional onipresente em maior parte dos aparelhos eletrônicos existentes, como televisores, computadores e smartphones. O filme reage aos fatos como se já o tivessem vivenciado diversas vezes. Sarah Connor armada até os dentes como se já tivesse nascido pronta para seu destino várias e várias vezes. O fato de não terem deixado claro quem enviou o Guardião para proteger Sarah e a intensa conexão paterna entre os dois entre outros fatos reforça ainda mais a ideia de que não é a segunda vez que uma viagem ao passado tenha sido feito.

O filme promove um real encontro entre T-8000 do longa ’84 e o atual. Schwarzenegger pele de pêssego, robusto e com traços juvenis contra o vivido e simpático guardião com cara de vovô. Mesmo depois de 31 anos, quando vivenciou o exterminador pela primeira vez, Schwarzenegger não se privou de fazer o que faz de melhor, esbanjar simpatia, descer a porrada e soltar seus bordões clássicos.

O que interferiu muito no recebimento e no impacto do filme causado no público foi a Paramount ter entregue praticamente todos os elementos surpresas e o desfecho da história no trailer, o que veio a se tornar um erro quase que fatal e acarretar em uma certa rejeição. E como pedir para as pessoas levarem certas coisas em consideração é quase que como pedir dinheiro emprestado, acaba-se deixando por isso mesmo.

O filme é uma demonstração de quando fazemos um projeto numa fase da vida e anos depois com os avanços e dinheiro temos a oportunidade de refazer, isso foi feito. E honestamente, bem feito. Independente de parecer confuso, o roteiro não é mastigado e cuspido na cara dos fãs dos clássicos e nem qualquer espectador, ele dá brechas para criação de teorias e sequências. Muito do que falta ali foi feito para ser imaginado sem intenção de revelação, James Cameron tem essa característica em muitos dos seus filmes. O que são vistos como furos, na verdade são pontos que poderão ser modificados.

A Mãe dos Dragões, Emilia Clarke fez uma boa presença como Sarah Connor, embora personagens icônicos e marcantes não possam vir a serem substituídos. A reviravolta envolvendo John teria sido muito mais intensa se não fosse revelada, Jason Clarke também mostrou presença no papel de um dos personagens mais queridos dos Old School.

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