Por exemplo: Marvel, DC, Liga da Justiça, ...

Crítica de Esquadrão Suicida

Batman v Superman: A Origem da Justiça , pretendia concretizar o universo cinematográfico da DC Comics, o filme de Zack Snyder, teve como objetivo reunir os heróis mais conhecidos da DC e criar a base para a Liga da Justiça, levando ao filme do grupo e aos filmes solos dos seus integrantes, estrategia diferente da sua principal concorrente. Batman v Superman teve uma arrecadação aparentemente positiva, US$ 872 mundialmente, para alguns o longa ficou aquém da expectativa do estúdio,  porém vem na liderança de vendas de sua “Versão Ultimate” em BluRay.

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As atenções agora se voltam para Esquadrão Suicida. A produção assinada por David Ayer, trás a contra-parte criada pelo os estúdio exatamente meses atrás, dessa vez, a DC Comics trás parte de sua galeria de vilões para ampliar ainda mais o universo cinematográfico da DC Comics.

Os personagens femininos do filme se destacam muito, e são um dos belos pontos altos do filme. A vilã Arlequina, é o que o público muito provavelmente já esperava, a personagem é apaixonante, sua beleza anda junta com sua insanidade.

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Como era de se esperar, Margot Robbie ganha muito tempo de tela e por consequência um dos personagens centrais na trama. Sua importância é tão relevante que é um artificio de roteiro usado por David Ayer para a presença do icônico vilão Coringa. A química entre os dois salta aos olhos (mesmo com pouco tempo de tela do vilão), no primeiro ato, onde a personagem é apresenta e em outros flashbacks durante o filme, o relacionamento perturbador é construído, de forma muito rápida, porém bem executada, explica de uma forma fiel o romance doentio que Dra. Harleen Quinzel tem com o seu paciente Coringa.

Além de Coringa, Arlequina também tem um bom tempo de tela com o Pistoleiro, não existe romance entre os dois, mas existe uma certa camaradagem entre eles, talvez, pela necessidade de tentar humanizar os vilões de alguma forma.

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A outra personagem feminina da equipe é Katana e seu alter ego Tatsu Yamashiro. A atriz Karen Fukuhara tem pouquíssimo tempo de tela, mas Ayer apresenta uma personagem forte e que carrega um drama pesado em seu passado, Tatsu Yamashiro teve seu marido morto aparentemente por uma gangue japonesa, a alma do falecido está presa na arma de Katana.

Obviamente David Ayer não teve tempo para explorar o personagem como ele merece, sua participação no filme é válida, dificilmente esse personagem ganhará destaque em outro filme ou até mesmo ganhar um filme solo, outro destaque é a caracterização da personagem, beira a perfeição em seu material original.

Magia

O personagem de Cara Delavinge é difícil descreve-la sem dar alguns spoilers do plot principal do filme, Magia, é uma personagem peculiar, June Moone está possuída por uma poderosa feiticeira. Ela parece possuir a habilidade de manipular energia mágica para qualquer número de efeitos, desde cura até teletransporte. A atuação de Delavigne é decente e respeitável, quando está como June ele aparentemente sofre com a presença da entidade, quando Delavinge está na pele da feiticeira ela demonstra ser poderosa e se precisar é uma grande ameaça.

Viola

A grande surpresa ou não, é a Viola Daves e sua Amanda Waller. Amanda é uma poderosa figura política, assim como Lex Luthor em Batman v Superman, Waller tem conhecimento dos chamados meta-humanos e as ameças que eles são para humanidade, alguns conceitos usados por Zack Snyder, retornam para criar o enredo do filme de David Ayer.

“Se existir um ser tão poderoso quanto o Superman e se ele não tiver a humanidade que o herói tem? Quem irá dete-lo”

Amanda acredita ter a solução, ao que parece, está não é a primeira tentativa de Waller em montar essa força tarefa, mas com a morte do Superman e com uma carta na manga, Waller consegue convencer o pentágono.

SUICIDE SQUAD

A trama do filme gira em torno de um terrível vilão desconhecido, Waller comanda o Esquadrão Suicida com a ameaça de caso algo saia errado, ou se os próprios membros se revoltem, ela os matará. Sem nenhuma escolha, os membros do esquadrão se veem em uma missão realmente suicida e sem nenhuma pretensão de sucesso. Aos poucos a personagem de Viola Daves vai se mostrando mais cruel e indecorosa do que o seu próprio esquadrão de vilões, a escolha do estúdio em trazer Viola Daves parece ser o maior acerto do filme.

O filme se desenrola de uma forma rápida, como já citei, David Ayer, não tem tempo para apresentar os vilões de forma linear, o seu método foi apresentação em forma de flashbacks narrados por Amanda Waller, a edição dá um show, mostrando de forma cômica a ficha de cada membro do esquadrão, semelhante aos TV Spots divulgados recentemente pelo marketing do filme.

Como era de se esperar a trilha sonora do filme empolga, e mais uma vez, Ayer usa da edição ao seu favor, assim, como os flashbacks são necessários para apresentar a galeria de vilões, as músicas, escolhidas a dedo dá o tom de cada personagem, dificilmente o filme funcionaria sem o uso desse artificio para apresentar cada membro do esquadrão.

Flag

A subtrama importante, além da missão suicida, fica na mão de Will Smith com seu Pistoleiro e de Jay Hernandez com El Diablo, ambos os vilões estão em busca de redenção, como era de se esperar Will Smith, assim como Margot, ganha mais tela do que seus colegas, com direito a participação icônica do Homem-Morcego. A busca de redenção já era visível nos trailers apresentados, Ayer tenta mostrar que Floyd Lawton é apenas um homem com habilidades e escolhas ruins. A bela surpresa ficou nas mão de Jay Hernandez, o personagem El Diablo é tecnicamente importante para os dois últimos atos do filme, o vilão também trás dramas passados com sua família, e esse drama é esclarecido durante o decorrer do filme.

Rick Flag vivido por Joel Kinnaman, tem importância na trama, por conta de seu relacionamento com a vilã Magia (Cara Delevigne), o personagem de Joel é o que mais cresce durante o filme, a historia do longa se desenvolve a partir dos atos de Rick Flag, além de seus embates de ego com Pistoleiro e principalmente com a Amanda Waller, é o único que tem um verdadeiro motivo de participar da força tarefa, o roteiro vai construindo o personagem de acordo com os acontecimentos do filme, Flag de uma forma ou de outra é único que começa de um jeito e termina de outro.

suicide-squad-joker-still-WallpaperA participação de Jared Leto na pele do maior vilão do Batman e um dos maiores do universo de quadrinhos é altamente duvidosa, não digo que é ruim, mas o personagem tem praticamente participação especial de luxo no filme. É curioso tentar entender o Coringa de Jared Leto, diferente de qualquer encarnação vivida pela personagem, seja ela em animações, série ou filme, o Coringa de Leto, é excêntrico ao extremo, além de suas roupas extravagantes, suas tatuagens e seu carro cor de rosa, o Coringa é um gangster psicopata que não tem nenhum pudor de seus atos. Leto mostra um coringa assustadoramente imprevisível, ele pode apertar sua mão ou sua garganta. O filme não dá um fim ao vilão, então podemos esperar muito mais de Jared Leto em projetos futuros da Warner.

Por fim, Esquadrão Suicida é extremamente descente e mostra um outro lado dos filmes de quadrinhos, diferente do próprio padrão já estabelecidos nos filmes recentes da DC Comics e do Marvel Studios. Com direito a peculiares easter eggs do Flash e uma presença especial do Batman, Esquadrão Suicida é mais um passo para o famigerado filme da Liga da Justiça, e abrindo caminha também para possíveis filmes derivados ou até mesmo uma sequência.